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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Agora é pra valer!
Finalmente chegou o dia da viagem dos alunos das 8ªs séries
do EF e dos 1ºs anos do EM. Cerca de 80 alunos, acompanhados por seus respectivos professores, irão visitar as cidades de Santana do Parnaíba, Itu e Porto Feliz, refazendo o
trajeto que muitos bandeirantes passaram ao desbravar o interior de São Paulo.
Os trabalhos elaborados por eles a partir desta visita deverão ser postados
aqui, para que todos tenham acesso ao material produzido e possam comentar a
criatividade dos alunos do CENEART.
Boa viagem e um bom trabalho!
domingo, 21 de outubro de 2012
Alunos sul-coreanos estudam mais de 14 horas por dia; leia relato de professor
"Yeolsimhi haeyo", dizem os coreanos. Trabalho duro. A frase é dita sem parar e serve tanto de lema quanto para lembrar que ninguém gosta de quem resmunga. E não importa o quão duro um aluno esteja estudando, ele sempre pode estudar mais –pelo menos essa é a teoria.
Afinal, a própria nação foi construída após décadas de colonização japonesa e da guerra coreana por meio de trabalho duro. A Coreia do Sul tornou-se modelo de crescimento econômico e sediou os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, um feito batizado de “milagre do rio Han”.
Toda manhã, por bem mais de 200 dias por ano, os alunos chegavam à escola de elite sul-coreana onde eu ensinava inglês às 7h40. Os professores e tutores estudantis os esperavam na entrada, para verificar seus cabelos (comprimento e estilo – permanente e tintura eram proibidos) e uniforme (camisetas para dentro, saia na altura do joelho e sapatos formais).
Depois, eles subiam as escadas para suas salas, onde esfregavam o chão, escovavam as mesas, limpavam as janelas e jogavam o lixo fora. A jornada acadêmica começava às 8h, tinha intervalos de 10 minutos, uma pausa para o almoço de 50 minutos e uma hora para o jantar às 17h.
Às 18h, quando eu costumava desligar meu computador, os alunos estavam se acomodando em suas cadeiras para outras quatro horas de estudo, durante as quais eram monitorados pelos professores para garantir que não se entregassem ao sono, às conversas ou a qualquer outra coisa que não fosse o estudo. Às 22h20, as salas se esvaziavam. Liberados, os jovens se dirigiam para os ônibus que estavam esperando para levarem-nos para casa (poucos moravam perto). A maior parte dos alunos só ia para a cama depois da meia noite. Há um ditado que recomenda que o estudante tenha apenas quatro horas de sono por dia se quiser entrar em uma das principais universidades.
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Durante os anos que eu ensinei nesta escola de ensino médio, fiquei ao mesmo tempo maravilhado e horrorizado com o que a escola, os pais e o país esperavam de seus alunos –e como estes tentavam cumprir essas expectativas.
Algumas vezes, quando eu saía tarde da escola –por volta de 20h ou 21h– eu olhava para as salas e via os alunos ocupados fazendo dever ou consultando livros. Alguns ficavam em pé no fundo da sala para afastar o sono, todos aparentemente determinados em cumprir as expectativas colocadas sobre eles. Mas e seus tempos de juventude? –eu me perguntava, algumas vezes, ao descer o morro com as luzes da escola atrás de mim.
Ao retornar aos EUA, um antigo professor me deu uma oportunidade de falar aos seus calouros de filosofia sobre meus anos na Ásia. Excitado, eu redigi uma apresentação pensando nas minhas aulas na Coreia, onde os alunos absorviam o material, algumas vezes silenciosos demais.
Diante de uma classe de 20 calouros universitários, a primeira coisa que eu observei foram os aparelhos eletrônicos em quase todas as carteiras: celulares, laptops, iPads. Mal eu tinha começado, vi um garoto mexendo em seu telefone por baixo da carteira, outro digitando em seu computador e um terceiro digitando no telefone à vista de todos. “Vocês poderiam parar?”, perguntei. Com um olhar incomodado, eles retornaram sua atenção à discussão, mas não por muito tempo –alguns minutos depois, já estavam distraídos novamente. As classes subsequentes foram similares.
Mais tarde, no escritório do professor, eu perguntei sobre o comportamento geral dos alunos, e mencionei os coreanos.
“Quando eu me aposentar, vou escrever um livro sobre o colapso da universidade americana”, ele me disse. “Há pouca sede de aprendizado, de trabalhar duro”.
“E os aparelhos eletrônicos?”, perguntei.
“Estão em toda parte”, respondeu, “mesmo quando são proibidos, os jovens acabam usando”.
Uma avaliação desesperadora, com certeza, mas o professor, que vem ensinando há 30 anos, chegou a dizer que eu estava ali para cinco alunos, mais ou menos. Esses –os que fazem perguntas, expressam interesse- vão realizar grandes coisas, porque eles “se levam a sério, e também levam o professor a sério”, disse.
Terminei minha apresentação, atravessei em silêncio o campus de New England, respirando o ar fresco do outono, pensando que, do outro lado do oceano, seria por volta de 9h da manhã, os alunos estariam sentados em suas carteiras ouvindo atentamente, trabalhando duro e, provavelmente, levando as coisas um pouco mais a sério do que muitos jovens nos EUA, para o bem ou para o mal.
(John M. Rodgers é professor adjunto na Universidade Estadual de Plymouth em New Hampshire, editor do “The Three Wise Monkeys” e do “Groove Korea”.)
Tradutor: Deborah Weinberg
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Roteiro dos Bandeirantes
Conheça
Se você gosta de história e quer conhecer os caminhos históricos feitos há séculos pelos homens que desbravaram o interior do Estado de São Paulo, não pode perder essa dica. Essa é uma viagem pelo interior e pela história de São Paulo. O Roteiro dos Bandeirantes é o traçado por onde passaram os desbravadores que partiram da Vila de São Paulo de Piratininga em suas andanças pelo então desconhecido território nacional.
O Roteiro dos Bandeirantes engloba oito cidades paulistas e promete uma interessante viagem. São 180 quilômetros, partindo de Santana do Parnaíba, passando pelas cidades de Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Cabreúva, Itu e Porto Feliz, até chegar à cidade de Tietê.
As cidades do Roteiro fazem parte de um pólo de referência histórico-cultural para todo Brasil. São museus, fazendas, trilhas e caminhos dignos de serem explorados por novos desbravadores.
A viagem é uma excelente oportunidade para o visitante se aprofundar na história do Brasil, pisando nas mesmas terras por onde passaram personagens como Bartolomeu Bueno da Silva – O Anhanguera e Fernão Dias Paes Leme, o Caçador de Esmeraldas. Homens que deram, com bravura e determinação, o formato que o Brasil tem atualmente.
Atrativos
Muito próximo à capital, estão centros históricos preservados, reservas ambientais e trilhas ecológicas. A região conta parte da história paulista e brasileira, que com as bandeiras forjaram a saga dos bandeirantes paulistas que partiam em expedições em busca de metais preciosos e outras riquezas. Atualmente a região guarda uma grande diversidade gastronômica, podendo se encontrar paçoca de carne, sopa de milho verde com cambuquira, porco ou boi no rolete, além do artesanato com os "cabeções", cachaça artesanal, artesanato em barro, argila e pedra. A região conta ainda com muitos eventos como Drama da Paixão de Cristo, Corpus Christi, Festa do Bom Jesus de Pirapora, Festa de São Benedito de Tietê, Saída das Monções e Romarias. Desta forma, o Roteiro dos Bandeirantes agrega atrações para todas as idades e opções para vários fins de semana.
Mudou a imagem
Um herói. É esse o modelo que transpira da pose altiva, do olhar penetrante, das armas novas e da roupa impecável do bandeirante Domingos Jorge Velho, retratado por Benedito Calixto na pintura que ilustra esta página. Mas o desbravador não era branco, e sim mameluco, fruto da mestiçagem entre portugueses e índios. Usava tão bem o arcabuz, sua arma de fogo, quanto o arco e a flecha, que aprendeu a manusear com os nativos. Falava mais tupi do que português, como a maioria dos paulistas. E ainda tinha sete esposas índias. Uma realidade, portanto, mais próxima da recriação da página ao lado (veja o quadro abaixo).
Essa contraposição pode ser útil para apresentar a visão crítica da História ao 7º e ao 8º ano (leia a seqüência didática no quadro da página 69). "Basicamente, trata-se de mostrar que existem várias maneiras de narrar os fatos, e que cada uma delas carrega interesses de pessoas que optaram por recortar a realidade de uma forma específica", explica Manuel Pacheco Neto, autor de duas teses sobre os bandeirantes. Em um desses trabalhos, ele investigou a forma como os desbravadores foram descritos em coleções de livros didáticos publicados entre 1894 e 2006. "Muitas vezes, encontrei nas obras escolares o mesmo tom triunfalista da pintura de Calixto, com os bandeirantes aparecendo como indivíduos corajosos e patrióticos, que tinham como objetivo expandir o território nacional. Esse tipo de ocorrência diminuiu na produção dos últimos 20 anos, mas ainda existe", diz ele. Por isso, é importante que o professor intervenha para questionar essa interpretação cristalizada no senso comum.
Um mito criado por paulistas
Comece contando como nasceu essa visão romantizada, explicando que os bandeirantes viraram heróis por causa de motivações políticas específicas no início do século passado. Com a proclamação da República, em 1889, os cafeicultores paulistas se tornaram, a um só tempo, a elite econômica e política do país até o fim da década de 1920. Nesse ambiente, o mito do bandeirante corajoso caiu como uma luva para um grupo que precisava se afirmar como líder. "O sertanista paulista serviu como sugestão histórica de que o poder deveria emanar de São Paulo, já que seu povo seria descendente de comandantes natos", afirma a historiadora Luíza Volpato, especialista no tema.
Aqui, o bandeirante ideal. Ali, o real
QUADRO CLÁSSICO Domingos Jorge Velho e o Loco-tenente Antônio Fernandes Abreu, de 1903, é idealização do pintor. Ilustração: Reprodução Hélio Nobre
APARÊNCIA MAJESTOSA
O bandeirante aparece como homem imponente e altivo, de olhar severo. A inspiração são as representações majestosas dos quadros de Rigaud, pintor que se consagrou representando o rei francês Luís XIV.
PELE CLARA
Os dois sertanistas do quadro de Benedito Calixto são brancos, traços tipicamente europeus. A cor também remete à elite paulista, que no início do século passado quis se associar à imagem dos desbravadores.
FÍSICO ROBUSTO
O retrato mostra um desbravador opulento, forma pouco provável para um homem que se embrenhava na selva. A silhueta avantajada se justifica porque essa é a representação típica dos ricos da época.
TRAJE DE GALA
Impecavelmente alinhados, o chapéu, a baeta (manta), a calça, a camisa e as botas eram um vestuário urbano, geralmente utilizado em festas religiosas - jamais durante expedições no meio da mata.
PAISAGEM FANTÁSTICA
A mata aberta é uma licença poética do pintor para mostrar a serra onde ficava o Quilombo dos Palmares, reduto de escravos fugidos que o bandeirante Domingos Jorge Velho dizimou numa expedição.
ARMAS DA BATALHA
A faca do quadro é muito fina, inadequada para a tarefa de cortar as folhas e abrir caminho na mata fechada. A arma de fogo, um arcabuz, é uma das poucas coisas que correspondem à realidade.
O SUBALTERNO
Com a intenção de destacar ainda mais a figura de Domingos Jorge Velho, o pintor aparece atrás do sertanista. Como o líder da bandeira, ele também tem pele de cor clara.
NOSSA RECRIAÇÃO A ilustração retrata os sertanistas segundo a descrição de documentos históricos. Ilustração: Éber Evangelista
QUADRO CLÁSSICO
Domingos Jorge Velho e o Loco-tenente Antônio Fernandes Abreu, de 1903, é idealização do pintor. Reprodução Hélio Nobre
APARÊNCIA CANSADA
Aqui, o bandeirante surge sem a imponência forçada retratada por Benedito Calixto. Ao contrário: na casa dos 60 anos e desgastado pelas expedições e combates na mata, parece cansado e abatido.
PELE MORENA
Documentos indicam que os sertanistas eram produto da mestiçagem - a maioria deles era de mamelucos. Por isso, a ilustração mostra uma pele morena, com traços indígenas e envelhecida pelo sol.
FÍSICO RAQUÍTICO
Nada de gorduras corporais: acostumados a longas caminhadas, os bandeirantes eram magros. Em alguns casos, quase desnutridos: na selva, comiam pouco e, não raro, passavam fome.
ROUPA VELHA
Botas eram artigo de luxo: os desbravadores andavam descalços, usavando chapéu e colete de couro de anta para se protegerem das flechas. Colares e penas índigenas se misturavam a crucifixos.
PAISAGEM DRAMÁTICA
A visão mais comum para os desbravadores era um mar de árvores, que tinha de ser aberto a golpes de facão. Além disso, os expedicionários ficavam sujeitos a todas as dificuldades e perigos da vida selvagem.
AS ARMAS DA BATALHA
Apesar de usarem arma de fogo e escudo, os bandeirantes incorporaram influências dos nativos no armamento. Por serem simples de construir e muito eficazes, arco e flecha eram muito presentes.
O COMPANHEIRO
O índio - que, além de mostrar os caminhos, era o responsável pela alimentação - aparece aqui ao lado do bandeirante, reforçando a idéia de parceria que nem sempre é mencionada nos livros didáticos.
Na virada do século 20, o que era sugestão virou política pública. A partir de 1903, o governo paulista começou a destinar verba pública a obras de arte que apoiassem a concepção mítica dos bandeirantes - naquele ano surgiram quadros como o de Calixto, por exemplo. Como boa parte dos historiadores "comprou" essa visão engrandecedora dos desbravadores, foi assim que eles figuraram nos livros por muito tempo.
Nas últimas duas décadas, a análise cuidadosa dos registros de época ajudou a contar outra versão dos fatos. Já há consenso entre os historiadores, por exemplo, sobre os objetivos principais das bandeiras dos séculos 17 e 18. Longe de buscar conscientemente a ampliação do território em nome de um suposto nacionalismo, o que os desbravadores tinham como meta era buscar metais preciosos e aprisionar índios. Depois de capturados, os nativos eram vendidos para trabalhar nos canaviais do Nordeste ou usados como mão-de-obra particular dos paulistas. No seu encalço, os sertanistas andavam enormes distâncias mata adentro - Raposo Tavares, por exemplo, percorreu 12 mil quilômetros durante três anos (leia o quadro acima).
Isso tudo seria impossível se os bandeirantes não tivessem a ajuda dos índios, que acompanhavam os paulistas em suas andanças ou até colaboravam na captura de membros de suas próprias tribos (é importante ressaltar esse fato como exemplo de que personagens históricos são figuras complexas e até contraditórias, traços que acabam escondidos quando se ensina História por generalizações). Foram os indígenas que guiaram os sertanistas pelas trilhas desconhecidas e os ensinaram a andar descalços. "Eles mostraram uma pisada específica que evitava lesões e possibilitava percorrer distâncias maiores. A própria descoberta de ouro em Cuiabá foi feita não por bandeirantes, mas por dois índios coletores de mel", explica Pacheco Neto.
Objetivos X conseqüências
Com viagens tão longas, era quase inevitável que os sertanistas acabassem aumentando o território da colônia ao desrespeitar o Tratado de Tordesilhas, acordo firmado por Portugal e Espanha em 1494 para delimitar a extensão de terras que cabia a cada país. "Os sertanistas contribuíram, sim, para o estabelecimento das dimensões territoriais do Brasil atual, mas foram movidos pelo desejo de sobrevivência. Como naquela época a ocupação dava o direito sobre a terra, os bandeirantes acabaram fazendo um favor a Portugal mesmo sem ter esse intuito", diz o historiador John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas.
Expedições que desbravaram um país
As bandeiras que mais impactaram a história foram as que alargaram o território brasileiro, apresaram uma quantidade significativa de índios ou descobriram ouro - essas últimas responsáveis pelo deslocamento de grupos que se concentravam no litoral. A maioria foi fruto de ações particulares, não apoiadas pela coroa portuguesa. No mapa à esquerda, estão representadas oito grandes bandeiras, todas realizadas nos séculos 17 e 18. Em termos de distância percorrida, a mais impressionante foi a liderada por Antonio Raposo Tavares (no mapa, em vermelho), que de 1648 a 1651 percorreu 12 mil quilômetros de São Paulo à região de Gurupá, no atual Pará, para capturar indígenas. Tavares, aliás, foi provavelmente o bandeirante mais experiente. Entre 1628 e 1633, ele comandou, junto com Manuel Preto, uma incursão no atual Paraná (em rosa) para destruir missões jesuíticas em Guairá. Com o mesmo objetivo de capturar índios, Fernão Dias se embrenhou pelo atual Rio Grande do Sul, em direção a Tape (bandeiras ilustradas em azul e verde).
A revisão histórica também jogou luz sobre a brutalidade dos desbravadores. A visão vem sobretudo dos registros históricos feitos por jesuítas que assistiram as matanças. Os religiosos relatam que, quando chegavam ao seu destino - geralmente, missões jesuíticas apinhadas de índios -, os sertanistas faziam ataques-surpresa e matavam uma enorme quantidade de indígenas apenas para causar terror e evitar que os remanescentes resistissem. Decapitações e esquartejamentos eram estratégias comuns. O jesuíta Antonio Ruiz de Montoya descreveu com horror uma dessas invasões: "(Eles) entraram a som de caixa e em ordem militar nas duas reduções de Santo Antônio e São Miguel, destroçando índios a machadadas. Os pobres dos índios com isso se refugiaram na igreja, onde os matavam - como no matadouro se matam vacas -, tomaram por despojo as modestas alfaias litúrgicas e chegaram mesmo a derramar os santos óleos pelo chão".
Relativizar os rótulos
Por mais que a narrativa seja chocante, é papel do professor relativizá-la, mostrando como ela está impregnada da emoção típica do testemunho em primeira pessoa e do interesse dos jesuítas em demonizar os sertanistas, apesar de alguns religiosos terem até participado de bandeiras. A visão crítica da História nos ensina que não devemos julgar nem bandeirantes nem jesuítas pelos parâmetros de hoje, mas entendê-los como indivíduos sujeitos às condições de sua época. Encarar esses personagens como mocinhos ou vilões rouba-lhes a verdade histórica e a única riqueza que talvez tenham conquistado - já que, segundo os testamentos da época, comprovou-se que a maioria morreu pobre : a de ter lutado por interesses próprios e, por acaso, ajudado a traçar a história de um país.
Quer saber mais?
CONTATOS
Daniel Vieira Helene
John Monteiro
Luíza Rios Ricci Volpato
Manuel Pacheco Neto
BIBLIOGRAFIA
Motricidade e Corporeidade no Brasil Colonial: Bandeirantes, Índios e Jesuítas, Manuel Pacheco Neto, 154 págs., Ed. Seriema, tel. (67) 3422-4664 , 25 reais
Daniel Vieira Helene
John Monteiro
Luíza Rios Ricci Volpato
Manuel Pacheco Neto
BIBLIOGRAFIA
Motricidade e Corporeidade no Brasil Colonial: Bandeirantes, Índios e Jesuítas, Manuel Pacheco Neto, 154 págs., Ed. Seriema, tel. (67) 3422-4664 , 25 reais
Prodesc - Projeto Descentralizado - Reentronização do Patrono Antônio Raposo Tavares
O Prodesc - Projeto Descentralizado do CENEART pretende valorizar o nosso patrono, o bandeirante Antônio Raposo Tavares. Figura polêmica da nossa História, ora alçado a condição de herói, ora apontado como bandido, o bandeirante Raposo Tavares deixou seus rastros na História do nosso município e do Brasil. Como consta no site da Câmara Municipal de Osasco, o bairro de Quitaúna pertenceu ao bandeirante, onde atualmente encontramos o 4º BIB - Batalhão de Infantaria Blindada - Regimento Raposo Tavares. Mas foi pelo sertão do Brasil, que Raposo Tavares marcou definitivamente a História. Segundo os registros, formou uma bandeira em 1.648 com cerca de 1.200 homens e com ela, percorreu cerca de 10.000 quilômetros do território brasileiro. Sua morte, em 1.658, em dia e mês desconhecidos, pôs fim a uma vida audaciosa, de um dos grandes bandeirantes do Brasil.
Na Feira Cultural do CENEART 2.012, vários trabalhos serão expostos abordando a vida deste bandeirante. Sua biografia, o caminho pelo qual o movimento das bandeiras percorreu em São Paulo, o próprio Bandeirismo, os demais grandes bandeirantes da História do Brasil serão retratados em cartazes, apresentações audiovisuais, fotonovelas, palestras, folders e maquetes.
Alunos e professores estão trabalhando para apresentar ao público visitante da Feira um panorama criativo sobre o tema, além é claro, dos trabalhos desenvolvidos nas mais diversas áreas do conhecimento e que estarão presentes também no evento.
Contamos com a presença de todos!
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